Entre os dias 9 e 13 de abril a FGV do Rio de Janeiro sediou o I Congresso Internacional em Humanidades Digitais, evento que reuniu acadêmicos, cientistas e tecnólogos para discutir sobre o impacto das tecnologias de informação, das redes de comunicação e da digitalização de acervos e processos na vida cotidiana dos indivíduos. Um grupo de pesquisadores do LabLivre apresentou o artigo "Digitalização de acervos museológicos: as necessidades e dificuldades do processo de ampliação do acesso a bens culturais" no Grupo de Trabalho "Acervos Digitais e Memória Social", coordenado por Ana Ligia Medeiros, Aquiles Alencar Brayner e Jair Martins de Miranda.
 
Atualmente grande parte dos museus utiliza algum software para gerenciar, organizar ou disponibilizar os acervos para a consulta de usuários. Para esse artigo apresentado no congresso mostramos os resultados do estudo do uso de softwares na área de gestão de Museus, com o objetivo de identificar: (a) a importância dos softwares na rotina de funcionamento dos museus; (b) os programas de gestão e catalogação de acervos mais utilizados; (c) os principais problemas enfrentados no uso das TICs; (d) os principais parceiros e redes de colaboração; (e) a relação dos museus com os órgãos da administração pública na área de cultura.
 
Em 2016 o LabLivre realizou um estudo sobre a utilização de softwares culturais por parte de profissionais e demais pessoas ligadas à área da cultura – artistas, produtores, gestores, agentes culturais, entre outros. Tal estudo envolveu o levantamento, por meio de questionários e entrevistas, dos principais softwares culturais utilizados. Na pesquisa foram entrevistados 16 agentes culturais vinculados à área de museus em diversas capitais brasileiras.       
 
Os resultados indicam os museus brasileiros percebem a necessidade de digitalizar seus acervos, mas não possuem informações sobre os programas disponíveis ou recursos financeiros para adquiri-los. Alguns dos agentes entrevistados não percebem a importância do software na rotina de gestão de museus e adaptam a digitalização de seus acervos em programas que não têm estrutura para acomodar suas necessidades. Ademais, alguns museus brasileiros estão interessados em desenvolver e utilizar softwares livres para catalogação de seus acervos.
 
Confira os slides apresentados aqui.